segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Primavera na Floresta

Ontem Therezinha veio trazer uma dobradinha (hummm... delícia) para o almoço e depois passamos a tarde no Horto Florestal do Fonseca com Manoela (sua filha) e Boró (seu primo).

O lugar é uma reserva florestal que, além da mata silvestre, guarda ruínas de construções do século XIX. Os macacos levados corriam sobre nós, saltando nas árvores de um galho a outro, enquanto caminhávamos pelas trilhas de ruas descalças.


A paisagem faz lembrar muito, não somente as telas impressionistas do francês Renoir, como também cenários da obra literária de José de Alencar.

O passeio é uma viagem pelas cores do Brasil original musicado pelos acordes sonoros dos elementos da natureza.

Há quarenta anos, o Horto Florestal era o lugar onde onde meus pais e minha avó me levavam para passear em alguns domingos. Era também o lugar que eu ia com meus filhos quando eles tinham 8 anos e hoje, a pirralhinha Manoela curtiu com a gente.


Nada melhor do que iniciar a primavera dentro da natureza criada por Deus e ainda não modificada pelos homens. E como é primavera, e como estamos no Brasil, e como é domingo, antes de voltarmos pra casa sentamos à mesa de um quiosque sob uma das árvores e comemos salgadinhos fritos na hora com Guaravita e algumas Skol.

Dentro do Horto Florestal do Fonseca, funcionam o Museu da Pesca e o Zoológico de Niterói, dois lugares que também merecem ser visitados.

PANTANAL (Sagrado Corção da Terra)
São como veias, serpentes os rios que trançam o coração do Brasil
Levando a água da vida, do fundo da terra, ao coração do Brasil
Gente que entende e fala a língua das plantas dos bichos
Gente que sabe o caminho das águas, das terras do céu
Velho mistério guardado no seio das matas sem fim
Tesouro perdido de nós, distante do bem e do mal, Filhos do Pantanal!
*****************************************************
Lendas de raças, cidades perdidas na selva, no coração do Brasil
Contam os índios de deuses que descem do espaço, no coração do Brasil
Redescobrindo as Américas quinhentos anos depois
Lutar com unhas e dentes pra termos direito a um depois
Vem do milênio o resgate da vida do sonho e do bem
A terra é tão verde, azul
Os filhos dos filhos dos filhos dos nossos filhos, verão!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Lanna Rodrigues AO VIVO

Ontem rolou uma festinha dos Black-Net na minha casa e antes de dar meia noite, deitei na cama, dormi e acabei esquecendo que o povo ainda estava aqui.

Só fui perceber o "micão" que paguei quando Therezinha me acordou pra avisar que as pessoas já tinham ido embora. Então dormi direto até meio dia quando...



... quando alguém me chamou pela janela. Era a cantora, compositora e instrumentista Lanna Rodrigues. Não, não pensem que eu estava sonhando. Sim, sim era ela mesmo em carne e osso que veio mostrar duas novas músicas que compôs e que irão entrar no seu próximo CD.

Tenho certeza (eu disse certeza) que se Isabella Taviani ouvir a música "Início, meio e fim" vai incluí-la no repertório dos seus shows. Essa música tem o jeito, estilo, cheiro, conteúdo e pegada total do trabalho musical de Isabella Taviani.

Existe uma música da Verônica Sabino chamada "Rewind", que há tempos venho insistindo em dizer que também tem todo o estilo e pegada de Isabella Taviani. Até mesmo já falei isto diretamente pra ela, e foi quando a própria pediu que eu levasse a música para que pudesse conhecer. Perguntem se eu levei!

Outra novidade é que Lanna Rodrigues fará um show com Vivianne Tosto no SESC dia 18 de outubro. Isso é IMPERDÍVEL !!!

sábado, 15 de setembro de 2007

A festa dos Black-Net

Aconteceu no domingo, dia 16-09-2007 a festa-churrasco dos Black-Net na minha casa. Confira:

Clique aqui para ver as fotos (cuidado)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ilustre encontro

Depois que saí da Net, estava na plataforma de embarque do Terminal Rodoviário esperando o ônibus quando senti o toque de uma mão sobre meu ombro por trás. Grata surpresa, pois era meu amigo Luis Capucho. O cara é músico, cantor, compositor e escritor premiado.

- Oi Sergio, estou vindo de um ensaio para o show que farei com a Tigra (Luciana Pestano).
O apelido de “Tigra” foi dado pelo cantor Totonho Villeroy, um dos compositores prediletos da cantora Ana Carolina.

Luis Capucho é autor de dois livros, sendo que o primeiro “Cinema Orly” lhe rendeu prêmios de academias. Por este mérito, Capucho participou de um curta metragem dirigido por Bruno Barreto, em Paraty. Ele tem músicas gravadas por diversos cantores famosos tais como Cássia Eller, Pedro Luis e A Parede e Marcela Biasi, entre outros.

"Máquina de Escrever" - (Luis Capucho)
Meu coração é uma máquina de escrever
as paixões passam, as canções ficam
os poemas respiram nas prisões
pra ler um verso, ouvir escuta meu coração falar
até se calar a pulsação
Meu coração é uma máquina de escrever
é só você bater para entrar na minha história

Uma noite comum (ou quase) como todas...

Saí da NET (meu trabalho) como de costume a meia noite. Pelos corredores ermos, passando diante salas vazias (ou quase) – nunca se sabe se ainda há alguém em algum canto – cheguei a escada que dá para o pequeno refeitório. De lá até a saída (ou entrada) ainda teria que transcorrer pelo grande refeitório, cruzar o pátio onde tem uma gigantesca árvore soturna e arborizada, entrar no saguão e caminhar por entre as colunas e paredes com azulejos iguais ao piso até avistar as portas envidraçadas que dão para a rua.

Lá fora, envolvido pelo ambiente underground, caminhei pelas ruas e becos sombrios deixando marcas nas calçadas molhadas pelo sereno que caía. Segui com passos apressados e no caminho mal dava para observar alguns elementos que vivem a noite no centro da cidade, como grupo de travestis a procura de trabalho (ou diversão), morcegos revoando árvores, moradores das ruas dormindo sob marquises, catadores de lixos e até mesmo casais isolados indo (ou vindo) a procura de local estratégico. O cenário alternava entre a silhueta da Catedral apagada, bancos gélidos das praças, lâmpadas queimadas nos postes das ruas até chegar a rua principal onde ainda circulavam os ônibus na madrugada.

Resolvi não esperar o ônibus que me deixaria na esquina da minha rua e peguei uma van com intenção de chegar mais rápido em casa. Por sorte o veículo veio bem depressa e quando seguia pela Alameda São Boaventura (via principal que dá para o bairro onde moro) o celular tocou.

- Sergio, que horas você vai chegar? Onde você está?
- Oi, estou numa van passando pelo Bairro Chic.
- Me liga quando chegar.

Cinco minutos depois a van parou em frente ao Habibs, onde desci. Atravessei a rua e segui pela Riodades até chegar na rua onde moro, mas quando dobrei na esquina avistei a pessoa que tinha me ligado em frente da sua casa (que fica em frente da minha) no portão me esperando. Então...

- Oi...
- Oi...

Fiquei na casa dela e só voltei pra minha casa às 4 horas da manhã.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Instantâneo

(Luis Carlos Sá)

Somos nós, somos todos nós
como esse final
atração principal vista em cada rua

Somos nós, somos todos nós
tão sensacionais como no cinema
atores coloridos da vida
em cada cidade dois milhões de histórias
ganhas ou perdidas por desconhecidos heróis

Somos nós, somos todos nós
gente sempre igual
Pré estréia mundial
espetáculo de todo dia

Somos nós contra a solidão
contra esse calor, contra os desenganos
contratempo e contramão
somos um pardal, somos um condor

Coloquei esta música como homenagem aos meus amigos músicos Marcela Biasi, Lanna Rodrigues, Juliana Martins, Luis Capucho, Eliana Printes, Vivianne Tosto, Selma Gillet, Lôvie, Débora Ojeda, Isabella Taviani, Dudu Caribé, Márvio Ciribelli, Anna Luisa, Sandra Grego, Klébi Nori, Marianna Leporace, Alexandre Lemos, Kali C e alguns outros a quem admiro, não somente como pessoas, mas também como excelentes profissionais que fazem a nossa verdadeira música brasileira.